sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Post especial para a Madá.

Este post é dedicado à Madá, que certa vez me mostrou foto de umas florzinhas que nascem junto com a grama, na Alemanha. Pois então, aqui também tem isso, eu achei lindo e fotografei algumas:










Detalhe: aqui não é proibido pisar a grama, pelo contrário, os gramados são vistos como espaços para descanso e recreação. E são lindos!

Até!!!

Baleias!!!

Hoje é dia 02/10, 21h40.

Ontem foi dia de ver baleias. Fomos cedo para a Geographe Bay, embarcar em um catamarã que navega rumo ao alto mar, na esperança de encontrar um grupo delas. Gilson não quis nos acompanhar e foi fazer uma caminhada pela praia.

Como o tempo estava fechado, apareceu apenas uma baleia. Mesmo assim, conseguimos algumas fotos e filminhos, que colocamos aqui, porque sabemos que a Sofia espera ansiosa por essas imagens.




E foi apenas uma baleiazinha que apareceu! Ficamos desapontadas, porque os caras do barco disseram que, em dias de sol, elas aparecem em grupos e dão altos pulos na água. Mas não era nosso dia de sorte para baleias, paciência!

Depois disso, fomos almoçar em um restaurante "conceitual" de Margaret River, cujo cardápio era indecifrável até para a Natália. Mas, mesmo com as surpresas, a comida veio gostosa e rimos bastante!

Era então hora de visitar a Lake Cave (Caverna do Lago). Sabem como é: viajando com geóloga a gente acaba fazendo esses programas. São 300 degraus para chegar ao fundo da caverna - o pior é subir tudo isso de volta! Mas o que vimos na visita guiada valeu a pena:

Essas colunas estão suspensas sobre o lago que existe no fundo da caverna. A única iluminação lá dentro é a lanterna do guia. É permitido tirar fotos com flash, mas é proibido tocar em qualquer formação. Fizemos um filminho lá dentro também:




A Natália tirou algumas fotos muito bonitas da caverna, como esta:



E esta:



Por último, o guia bateu esta foto nossa:



E depois disso, foi uma luta para subir de volta os tais 300 degraus!!!

Assim foi nosso último dia em Margaret River. Agora estamos em Fremantle, lugar lindo, com casarios da colonização inglesa muito bem preservados no centro histórico. Ah! E um mercado fan-tás-ti-co!!!

Mas isso é assunto para o próximo post. Até!!!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

The day after!

Hoje é quinta-feira, 1/10, à noite.

Pronto, já nos recuperamos da bebedeira e da ressaca que nos fizeram dar um tempo neste blogue.

É que, desde segunda-feira, estamos em Margaret River, cidadezinha de 3000 habitantes e muitas vinícolas. Ficamos num hotelzinho bacana:




Lá está Natália na varanda do nosso apartamento

A cidade é muito bonitinha, tranquila, com uma boa estrutura para compras, galerias de arte, boa gastronomia... e bons vinhos, claro!

Rua principal de Margaret River

Na terça-feira, apesar da chuva e do frio, fomos a Augusta, cidade pertinho de Margaret River, conhecer o farol e ver o ponto em que se encontram dois oceanos:

Farol de Leeuwin- Augusta

Dizem que este farol é a construção marinha mais alta da Austrália, só não é o mais alto farol porque está no nível do mar e há outros que, por serem construídos sobre morros, ficam mais altos que ele. A vista lá de cima, depois que a gente sobe quarenta metros em escada, é linda:


Aquela área branca no mar, lá atrás, é onde se encontram o Oceano Índico e o Oceano do Sul (ou Oceano Antártico). É curioso notar que as ondas dos dois movimentam-se em sentido perpendicular, no lugar em que suas águas se encontram.


Depois de passar muito frio, por causa do vento gelado, voltamos para a cidade, não sem antes passar por duas ou três vinícolas e provar alguns vinhos. Natália gosta mais de vinho branco e nós preferimos os tintos.

Quarta-feira foi O DIA do tour pelas vinícolas. Deixamos o carro para trás e embarcamos em uma excursão com um guia muito simpático.

O roteiro do álcool: quatro vinícolas, uma fábrica de queijos, uma fábrica de chocolate e uma cervejaria, nessa ordem. Em cada vinícola, a gente provava TODOS os vinhos. De pouquinho em pouquinho, ia todo mundo ficando alegre, falando mais alto, rindo à toa...

Gilson e Natália, brindando a degustação

Na segunda vinícola, pausa para o almoço, também regado a vinho:

Silvano, nosso guia, organizando a mesa do almoço

Gilson aceitou o desafio de provar uma iguaria, uma espécie de lagarta enorme, que segundo o guia é degustada crua. (Ééééca!!!) Culpa do vinho. Vejam o bicho, que horroroso:


Mas os "sortudos" foram dois colegas da excursão, que dividiram o bicho ao meio e mastigaram devagar, com uma cara de quem estava achando o sabor esquisito. Melhor para o Gilson, né?

Quando o teor etílico já estava bem alto, a parada estratégica na fábrica de chocolates: glicose para diminuir o efeito do vinho!

Panorâmica da fábrica de chocolates

Por fim, depois de beber bastante vinho, comer queijo e chocolate, fomos parar numa cervejaria. Para degustação, são servidos copinhos com todas as cervejas da casa:

Depois da degustação, a gente pede a cerveja escolhida e ela vem numa tulipa enorme. O problema é que há pouco tempo para ser tomada, porque a van da excursão não espera os atrasadinhos:

Gilson teve que tomar essa rapidinho...

Depois disso, quando nosso guia nos deixou na rua do hotel, até demoramos um pouco para ter certeza de onde estávamos. A gente estava alegre, no maior bom humor, contando piadas e rindo alto. Logo depois, estávamos chapados. E apagados.

Agora vocês entendem por que o blogue ficou suspenso?

No próximo post mostraremos nossa "caça às baleias"...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dando um tempo...

Este blogue está temporariamente suspenso, por motivo de bebedeira e ressaca!!!

Voltaremos a postar depois que o engov fizer efeito.

domingo, 27 de setembro de 2009

Onde os hippies se encontram...

Hoje é domingo, 27 de setembro, à noite. É nosso terceiro dia em Denmark, uma simpática cidadezinha litorânea, de 15 mil habitantes, que tem o maior barômetro do mundo, certificado pelo Guiness . Vejam uma rua da cidade, para terem uma idéia:


O lema da cidade é: "Onde a floresta encontra o mar; onde os hippies se encontram." De fato, a herança hippie aqui é forte: a administração persegue o título de "cidade verde"; há grande preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade. Grande produção de orgânicos, alimentação saudável, esportes.

Estamos hospedados na "Pensione Verde" (acomodações orgânicas, seja lá o que isso quer dizer). Mas é muito simpática, como podem ver:


No quarto, saquinhos de chá orgânico, açúcar integral, nada de adoçantes artiificiais nem café solúvel.

Na lista de serviços oferecidos na cidade, encontramos coisas curiosíssimas: massagem para alinhamento crânio-sacral; heart and soul, loja que vende só livros e cds new age; desintoxicação iônica (esse eu e Tchuca íamos fazer, mas a desintoxicadora não trabalha fim-de-semana); Sacred tree, que vende "presentes inspiradores" (como eles mesmo dizem); Eco wear, só roupas ecológicas; e, acreditem, tem um cara que dá consultoria para a gente reconectar com o anjo da guarda!!! É ou não uma cidade bem alternativa?

Além disso tudo, aqui há vinícolas fantásticas. Passamos por várias delas, provando os diferentes vinhos. No caminho, a gente para e almoça, depois volta a percorrer vinícolas. Só a Natália não bebeu, para poder dirigir, mas nós ficamos meio tontos... Depois de percorrer 19 vinícolas, a gente vê anjo, gnomo, fada, o escambau!

Durante o passeio pelas vinícolas, um susto: um canguru pulou na frente do carro e Natália teve que dar a maior freada - claro que junto com um grito! Era uma família, mas só a mãe se deixou fotografar, com o filhote:


Viram? Não é mito, os bichos existem mesmo!

Nesses três dias, a gente viu muita praia e rochas, muitas rochas e praias, muitas praias com rochas, ufa!!! Haja disposição para percorrer tanta praia e rocha. Sol que é bom, só hoje pela manhã. Deu para estender a canga e ficar tostando por algumas horas, mas na água gelada do Índico só vai o pezinho! Um dos lugares mais bacanas é a praia chamada "Green pools", um conjunto de piscinas naturais formadas pela água do mar, onde se encontram as "Elephant rocks". Vejam:


Agora vejam o Gilson perto de um "elefante":


Outro lugar interessante é o Vale dos Gigantes, um bosque cheio de árvores enooooormes, espécies remanescentes do supercontinente Gondwana, ou seja, uma espécie que sobrevive há 280 milhões de anos. Mas vejam bem: é a espécie e não as árvores que tem 280 milhões de anos, essas não passam de 500 anos. A gente anda sobre uma passarela que alcança 40 metros de altura, no nível da copa das árvores. E ela balança, balança, balança. Vejam o video:



Durante a caminhada passarela acima, a gente passa por outras pessoas e vê gente com medo, gente que gosta da aventura, gente que enjoa, gente empurrando carrinho de bebê, enfim, todo mundo sobe!

E a altura das árvores é impressionante:


Bem, como hoje o sol colaborou e a gente até curtiu uma prainha, tomou muito vinho e comeu pratos de-li-ci-o-sos, amanhã é dia de pegar a estrada novamente. Antes, a Natália vai ter uma DR com a Miss Road, que anda muito confusa e temperamental.

Vocês notaram que colocamos alguns links neste post. Nosso blogue também é cultura (na verdade, acabo de aprender como fazer isso!). Até mais!!!!!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fazenda de vento!

Hoje é sexta-feira, 25/9, às 19h. Estamos em Denmark. Ontem foi nosso último dia em Albany, de onde saímos hoje pela manhã.

Ontem, logo cedo, fomos ver uma exposição de flores silvestres da região, no salão paroquial da Igreja São João Evangelista, anglicana. As flores daqui lembram as do cerrado de Brasília. Vejam algumas:


Vai ver era por causa dessa exposição que vimos vários velhinhos na estrada, colhendo florzinhas. Pelo visto foi mais um evento organizado por aposentados. Mas esse foi bem arrumadinho, não lembrava em nada aquele museu de Esperance.

Depois fomos ver uma exposição dos pintores de Albany, tinha umas aquarelas interessantes, mas também tinha alguns trabalhos bastante amadores. Não fotografamos, claro, né?

O passeio pelo roteiro norte foi ótimo: conhecemos outras praias, como a do Emu Point, que consta do roteiro turístico, mas não achamos grande coisa. Em compensação, resolvemos seguir por uma estradinha para conhecer uma Little Beach e tivemos uma ótima surpresa. Vejam que linda:

Gilson e Natália curtindo uma prainha...

Na volta desses passeios paramos para almoçar em uma fazendinha de "marrons", que é uma espécie de lagosta, só que menor. Nosso prato tinha, além dos marrons, yabbis (uma espécie de lagostim), truta defumada e polvo. Fizemos alguma bagunça para quebrar a casca dos yabbies, mas conseguimos comer direitinho. Infelizmente, não tomamos vinho, porque o sistema era byo. Mas a comida estava uma delícia e foi arrematada por cake de chocolate com sorvete, que até o Gilson atacou! E de quebra, ainda vimos na estrada um bando de cangurus:


Como já dissemos aqui, o estado de Western Australia está para a Austrália como Goiás está para o Brasil, com a diferença de que possui praias. Já imaginaram Quirinópolis com praia? Então, é mais ou menos isso.

Tem quatro parques de preservação ambiental só na região de Albany, com corredores de ligação entre eles para que os animais possam se deslocar de um para outro. Muitas das praias ficam nesses parques.

Tem também uma grande variedade de fazendas: de morango, de carneiros, de leite, de peixes e crustáceos, de alpacas (aquele animal parecido com lhama). Plantação de eucaliptos é chamada de tree farm (fazenda de árvore). E ontem fomos conhecer uma wind farm (fazenda de vento). Não é louco? Vejam as fotos:


Vocês não imaginam a força do vento que enfrentamos lá. Ficamos gelados, de dar dor no nariz. Natália disse que a sensação do vento e do frio é a mesma de quando pulou de paraquedas. Mas o cenário é de uma modernidade que compensa a visita. Toda a iluminação de Albany é gerada por energia eólica. Pela ventania que pegamos, achamos que dá para abastecer o país todo!!!



Agora ficamos por aqui. No próximo post contaremos como foi nosso primeiro dia em Denmark, com Miss Road criando confusão, de graça. Vamos à pizza e ao vinho!!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Albany é linnnnnda!!!

Hoje é quinta-feira, 24/9, à noite. Estamos desde anteontem em Albany, uma cidadezinha de 30 mil habitantes, linnnda! Estamos gostando muito daqui, porque tem, além das lindas praias e formações rochosas, uma gastronomia excelente. Vejam que linda:

De um lado, um grande morro...


... de outro, o mar!

Foi facílimo encontrar nosso hotel, por dois motivos:
1) em frente a ele tem uma enorme baleia azul, que esguicha água 24 horas; e
2) a Natália finalmente se entendeu com a Miss Road (depois a gente explica quem é essa senhorita).


Ontem fomos conhecer a famosa ponte natural esculpida pela água na pedra, que fica ao lado de um imenso buraco sobre o mar, chamado "The gap". Vejam só que coisa mais impressionante:

The natural bridge

Só de chegar perto dá vertigem, de tão monumental que é a tal ponte! Realmente admirável!

THE GAP
Dá muito medo chegar na borda dessas rochas, porque não tem proteção, apenas em alguns lugares é que tem uma cerquinha. Isso sem contar que venta muito forte, um vento ge-la-do!!!
Vejam nas fotos como estão nossos cabelos e nossas roupas:


Pra variar, a gente quer chegar aos locais que não tem cerquinha, porque a vista de lá é mais bonita. Mas, com o vento muito forte, dá um medo danado de sair quicando que nem bola de borracha! Vejam um momento desses, de aperto:


Essas atrações estão no circuito que fica ao sul da cidade. Tem o porto do Jimmy Newhills, local em que o mar forma uma piscina natural, de água muito transparente. Fomos também aos Blow Holes, lugar em que o mar forma fontes que jorram de buracos na rocha. Vimos também Stony Hill, umas pedronas enormes, onde o vento é tão forte que quase levanta a gente do chão. Vejam a Natália fazendo gracinha:


Depois disso, fomos conhecer Salmon Holes, praia em que os salmões se escondem no inverno, para se protegerem dos tubarões e serem pescados e servidos a nós em restaurantes (hehehe! ecológico, não?), e a incrível, linda, ma-ra-vi-lho-sa Misery Beach, de água geladíssima:

Natália e Bel "curtindo praia"... Hahahahaha!!!

E ainda fomos ver o Whale World (Mundo da Baleia), uma espécie de museu da época em que o povo daqui assassinava as pobrezinhas para tirar-lhes o couro, a carne, os ossos, ou seja, tudo, e fazer óleo. Funciona na antiga fábrica de óleo de baleia. Dá uma pena!

Depois de toda essa andança, fomos finalmente almoçar, em um restaurante chamado MeanFiddler. Temos comido mais peixe e frutos do mar. O de ontem foi camarão feito em um molho de alho e creme de leite, di-vi-no!!!! Quando terminamos, o chef veio conversar conosco e passou a receita do prato, acreditam? Só não divulgamos aqui porque prometemos guardar segredo...

Uma curiosidade: a maior parte dos restaurantes, para servir bebidas alcoólicas, adota o sistema "b.y.o, bring your own" ou, em português, "t.o.s., traga o seu". É normal as pessoas chegarem com a garrafa de vinho debaixo do braço...

Aguardem amanhã o passeio pelo circuito norte, com fotos até de um bando de cangurus!...