O governador do DF em exercício, Paulo Octávio, acaba de anunciar sua renúncia ao cargo, conforme previ aqui em post anterior. Absolutamente previsível, depois que se avolumaram as denúncias contra Arruda e seu vice, com a investigação do esquema de propina para a concessão de lotes do programa de industrialização do DF, o Pró-DF - gerenciado pela secretaria de responsabilidade de Paulo Octávio.
"Gerenciado" é eufemismo para o tipo de gestão que se instalou aqui durante a administração do DEM. Corre nas rodas de conversas que existe até tabela de preços, diferenciados para cada tipo de lote, conforme a localização. Não se trata do preço do lote, não... Trata-se do preço da propina a ser paga pela concessão!
É bom lembrar que, se for mesmo puxado o fio das concessões de lotes do Pró-DF, muita "gente boa" vai ser obrigada a se colocar "de costas para a parede". Já ouviram falar de um certo IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público? Pois é, encontra-se em área nobre de Brasília. Sabe quem são os donos? Já viu quem são os professores que dão cursos nessa instituição? Sabia que o lote para sua construção foi concedido pelo Pró-DF? Pois é...
Os que defendem a intervenção federal no governo do GDF o fazem porque sabem que a corrupção quadrilheira está tão, mas tão enraizada em todas as instâncias e instituições, que não há como acreditar na superação do colapso institucional, por obra e graça da Câmara Legislativa, das polícias e dos políticos locais. Impossível.
Agora, pela Lei Orgânica do DF, o cargo vago tem de ser ocupado pelo presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Você o conhece? Quando conhecê-lo, não se espante. É o típico subproduto da cultura política local, patrocinada pela "vanguarda do atraso".
Aguardemos, pois.
Este é um espaço para registro de impressões e reflexões sobre o que se vive, o que se lê, o que se vê, o que se sente.
Mostrando postagens com marcador quadrilha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quadrilha. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Sob o céu de Brasília
Aconteceu hoje uma manifestação pelo afastamento do governador Arruda e sua quadrilha, que reuniu bastante gente no eixão de Brasília. O programa da manhã de domingo foi participar da ato público, que mesclou protesto político com a tradicional irreverência do carnaval.
As pessoas foram chegando espontaneamente, com ou sem bandeiras vermelhas, brancas, amarelas. Havia cartazes feitos a mão, em casa. Também camisetas estampadas a mão, com figuras e dizeres contra a quadrilha de políticos do DF. Havia um grupo de estudantes batendo ritmadamente em latas vazias.
À frente de tudo, o caminhão do som, tocando músicas que parodiam os acontecimentos recentes do DF. Consegui subir alguns degraus dele, para fazer esta foto:
Um dado interessante: a polícia seguiu os manifestantes durante todo o tempo. Não era necessário, pois o trânsito no eixão, aos domingos, é suspenso. E não eram poucos policiais, em motos, carrões e microônibus. Vejam:
Algumas horas depois, no sítio do Correio Braziliense, havia a notícia de que tudo fora apenas o lançamento de um bloco carnavalesco:
"Lançamento do bloco de carnaval Fora Arruda reúne 500 pessoas na Asa Sul
Impressionante, não? É a velha mídia, trabalhando para ocultar a verdade: o movimento pela saída de Arruda e toda a sua quadrilha, de preferência algemados no camburão, cresce a cada dia. Ou melhor, a cada nova notícia dos atos de bandidagem praticados pelo grupo. Um dos últimos, o da tentativa de suborno de uma testemunha - o jornalista Sombra - seria, por si só, suficiente para decretar a prisão preventiva de todo o bando, junto com a indisponibilidade dos bens. Se continuarem soltos e podendo usar tudo o que roubaram nesses anos todos, vão, sem dúvida, continuar obstruindo os trabalhos de investigação.
Aguardemos a próxima semana, que os acontecimentos prometem...
As pessoas foram chegando espontaneamente, com ou sem bandeiras vermelhas, brancas, amarelas. Havia cartazes feitos a mão, em casa. Também camisetas estampadas a mão, com figuras e dizeres contra a quadrilha de políticos do DF. Havia um grupo de estudantes batendo ritmadamente em latas vazias.
À frente de tudo, o caminhão do som, tocando músicas que parodiam os acontecimentos recentes do DF. Consegui subir alguns degraus dele, para fazer esta foto:
Um dado interessante: a polícia seguiu os manifestantes durante todo o tempo. Não era necessário, pois o trânsito no eixão, aos domingos, é suspenso. E não eram poucos policiais, em motos, carrões e microônibus. Vejam:
Algumas horas depois, no sítio do Correio Braziliense, havia a notícia de que tudo fora apenas o lançamento de um bloco carnavalesco:
"Lançamento do bloco de carnaval Fora Arruda reúne 500 pessoas na Asa Sul
Danielle Santos
Publicação: 07/02/2010 12:43 Atualização: 07/02/2010 12:53
Cerca de 500 pessoas participam do pré-lançamento do bloco de carnaval Fora Arruda na manhã deste domingo (7/2). A manifestação começou por volta das 10h, na altura da 102 sul, e seguiu para a quadra comercial da 109/110, onde o trânsito está bloqueado.
Os manifestantes cantam marchinhas e dançam ao som da bateria da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte. Participam estudantes, famílias com crianças e idosos, além de movimentos sociais com a CUT-DF e políticos, como Reguffe (PDF) e Arlete Sampaio (PT).
A mobilização será encerrada com o lançamento do bloco dos trabalhadores, da CUT-DF. Os manifestantes pretendem ficar no local até cerca de 13h30. Segundo a Polícia Militar, não há registro de ocorrências até o momento."
Os manifestantes cantam marchinhas e dançam ao som da bateria da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte. Participam estudantes, famílias com crianças e idosos, além de movimentos sociais com a CUT-DF e políticos, como Reguffe (PDF) e Arlete Sampaio (PT).
A mobilização será encerrada com o lançamento do bloco dos trabalhadores, da CUT-DF. Os manifestantes pretendem ficar no local até cerca de 13h30. Segundo a Polícia Militar, não há registro de ocorrências até o momento."
Impressionante, não? É a velha mídia, trabalhando para ocultar a verdade: o movimento pela saída de Arruda e toda a sua quadrilha, de preferência algemados no camburão, cresce a cada dia. Ou melhor, a cada nova notícia dos atos de bandidagem praticados pelo grupo. Um dos últimos, o da tentativa de suborno de uma testemunha - o jornalista Sombra - seria, por si só, suficiente para decretar a prisão preventiva de todo o bando, junto com a indisponibilidade dos bens. Se continuarem soltos e podendo usar tudo o que roubaram nesses anos todos, vão, sem dúvida, continuar obstruindo os trabalhos de investigação.
Aguardemos a próxima semana, que os acontecimentos prometem...
domingo, 10 de janeiro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
