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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nossa festa de fim-de-ano no Rio

Pela primeira vez, eu e Gilson passamos a virada do ano no Rio de Janeiro, famoso em todo o mundo pela festa de fogos de artifício e também pelos shows que promove nas areias claras da belíssima praia de Copacabana.

Chegamos à cidade no dia 28 e tratamos de passear um pouco antes da tão esperada festa. Primeiro demos um pulo até Petrópolis e visitamos lugares lindos, museus e a famosa rua Teresa, todinha cheia de lojas. Gilson jura que nós, mulheres, entramos em todas elas, mas vocês sabem como os homens são exagerados quando nos acompanham nas compras...

Impressionante como naquela cidade tudo gira em torno do passado monárquico brasileiro. Fiz questão de visitar minha xará mais famosa:



 Andando pela cidade, a gente pode até brincar com os vestígios do passado monárquico. Pensem no padre dentro desse confessionário, deve ter ficado louco com dois agnósticos falando ao mesmo tempo. Reparem na fisionomia de beatitude do João, parece até que se converteu:


Ao final da visita, depois de arrastar pantufas de feltro pelo enorme Museu Imperial, tivemos de fazer um esforço descomunal para não sermos tragados pelo passado, porque ainda faltava percorrer a rua das compras:


O retorno ao Rio foi uma aventura à parte, por causa da rodoviária carioca, que é um mundo caótico, onde é quase impossível conseguir um táxi sem cair nas mãos de algum grupo organizado, que não usa taxímetro, para poder furar o olho do freguês! Ainda bem que fomos salvos por um taxista que tinha ido deixar passageiros, honesto e simpático.

No dia seguinte, já de volta à casa da Priscila e do Elmar, na Gávea, aproveitamos o céu nublado e a garoa intermitente para dar uma volta pelo Jardim Botânico. Acreditem, foi bom demais! Aquilo lá é lindo mesmo! Não é à-toa que o grande Tom Jobim encontrava ali inspiração para compor:


Há recantos deliciosos de se ver e estar, como o lago das vitórias-régias:


E flores lindas para a gente fotografar:

No sábado descansamos o dia todo, guardando-nos para a festa da virada de ano. Pernas para cima, TV ligada, estripulias do Baco - o cãozinho da Priscila e do Elmar - e preparação de uma lasanha que ficou nos esperando em casa.

A parte engraçada foi que nos aprontamos para a festa, encaramos a chuva e a caminhada que nos levaria à praia. Táxi, nem pensar! Tínhamos de vencer 6 km até Copa. Saímos de casa por volta das 9 horas. Em frente ao clube do Flamengo demos a sorte de conseguir um táxi para um pedacinho do caminho. Ao retomar a caminhada, a gente se juntou a uma multidão vestida de branco, que andava debaixo da chuva sem se importar com ela, todo mundo no mesmo rumo: a praia em frente ao tradicional hotel Copacabana Pálace.

Pois bem. Nessa altura, eu já tinha dúvida sobre se o programa seria bom mesmo ou se estaria embarcando num programa de índio - força de expressão, porque penso que os programas dos índios nas noites de ano novo devem ser uma baita festa! Cheguei a perguntar ao Gilson se ele não pensava a mesma coisa, mas ele estava tranquilo: "A gente veio aqui foi para isso mesmo, né?" 

Enfim, desvia daqui, desvia dali, pula uma poça aqui, pula outra ali, molha os pés aqui, escorrega ali... Lá fomos nós, no meio da multidão toda branca. Eu tinha a vaga sensação de estar participando de algum ritual muito antigo e o leve incômodo de não saber bem dar sentido a essa  participação. O jeito era, como boa mineira, aproveitar a caminhada para "reparar" os tipos, as roupas, os sapatos, as fisionomias. Sim, porque mineiro não observa: repara.

Enfim chegamos! Praia lotada, mais cheia do que em dia de sol! Todo mundo já no clima da festa: muita alegria, bebidas e... chuva, chuva!
Sem dificuldade, alugamos quatro cadeiras e um guarda-sol e nos alojamos na areia, com nossos guardachuvas também abertos, porque a chuva estava insistente. Ficamos ali sentados, reparando tudo, conversando e tomando caipirinha - só Madá e eu. E a muvuca só aumentando. Quando foi chegando a hora dos fogos, o povo foi se juntando mais e quase que o espetáculo começa sem o Gilson, que tinha ido ao banheiro. Mal chegou aonde estávamos, iniciou-se a música e os foguetes pipocaram. Naquela hora, debaixo da chuva mesmo, tive a certeza de que tudo valeu a pena. Até filmei os momentos iniciais, que foram os mais lindos:



Foi lindo mesmo! E toda essa lindeza que coroou a chegada do nosso ano novo teve alguns momentos pitorescos, que nos fizeram rir até doer as bochechas. Como quando a Madá entrou em um boteco copo-sujo e pagou R$ 2 para usar o banheiro lá no fundo, entulhado de engradados e garrafas vazias; ou como quando, na volta para casa, ao aparecer um táxi que cobrava R$ 30 para nos levar até a Gávea - já estávamos na metade do caminho -, ao serem perguntados se pagariam, todos responderam em coro: "Claro!!!" Acho que todos estavam pensando naquela lasanha, que nos esperava no forno...

Assim foi nossa estada no Rio. Praia com sol, só no último dia. Aproveitamos os dias de chuva para passear no centro antigo da cidade, com direito a almoço na Confeitaria Colombo, num dia, 


e no Bar Luiz, no outro. 


A gente se divertiu muito, enquanto vivenciava um pouco do cotidiano do povo carioca. E foi bom aproveitar esses momentos junto com pessoas com as quais temos afinidades, como é o caso do João e da Madá. Valeu!

Em tempo: O Rio de Janeiro continua LINDO!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O banquete dos ricos

De volta a Brasília, é hora de refletir sobre os dias passados em João Pessoa.

Cidade linda, possui uma orla bem cuidada. Uma lei municipal proíbe a construção de prédios de mais de quatro andares perto da praia. Os passeios ao longo do litoral levam-nos a praias lindas, algumas semidesertas. Há mar para todos os gostos, de surfistas a famílias com crianças pequenas. Bom demais.


O povo paraibano é muito simpático e receptivo. Os profissionais das diferentes áreas do turismo são motivados e extremamente bem-humorados.

Uma das peculiaridades dos paraibanos em geral é o humor. São capazes de tiradas muito inteligentes e sutis. E possuem expressões muito diferentes para determinadas situações. Até hoje ainda não entendemos direito o que quer dizer "criar urso no quintal", expressão usada pelo guia que nos levou ao passeio pelas praias do sul. Um cara muito falante, que sabe ser engraçado sem ser indelicado e atende pelo apelido de Hulk, porque possui lindos olhos verdes, encravados em um rosto meio indígena.

Pois então. Os garçons tem senso de humor, os motoristas de táxi, os donos de bares, os funcionários do hotel... Não sei se é um traço marcante dos paraibanos em geral ou se demos sorte de cair nos ambientes em que se concentravam as pessoas bem-humoradas. Sei que foi uma convivência interessante.

Vimos os bairros onde vivem os ricos, perto do mar. Também passamos pelos lugares da pobreza, que não é pouca em João Pessoa, e fica geralmente afastada dos pontos turísticos, como em qualquer outra cidade da costa brasileira.

Houve um episódio que turvou nossa alegria e descontração, durante o almoço do primeiro dia, após uma manhã gostosa de praia. Notamos a presença de um homem, na casa dos sessenta, acompanhado de meninas que, a princípio, pensamos serem filhas dele. Só que não demorou para percebermos as carícias que fazia na perna de uma delas, discretamente, por baixo da mesa. A peixada que saboreávamos, de repente, adquiriu um sabor de puro sal. A indignação por estarmos tão próximos de um provável aproveitador de meninas tomou conta de nós.

Também discretamente, um de nós saiu do restaurante e buscou o telefone mais próximo. Tentou ligar para todos os números divulgados pela polícia nos cartazes de combate ao crime de exploração sexual de menores. O primeiro número ficava tocando uma gravação que dizia como era importante aquela ligação; o segundo só dava ocupado; o terceiro não atendia; o quarto só tocava uma musiquinha. O jeito foi largar o telefone e parar uma viatura da Polícia Militar que passava pela rua.

Feita a denúncia, vimos quando os policiais chegaram ao restaurante. Dirigiram-se a um dos garçons e perguntaram se havia por ali um senhor de cabelos grisalhos acompanhado de duas menores. O garçom disse que não, embora a descrição correspondesse à mesa que ficava bem ao lado dos policiais. Logo veio o dono do restaurante e notamos que ocorria uma "operação abafa". Pedimos a conta e saímos do local. Ficamos em frente ao hotel, na mesma rua do restaurante, e vimos quando o distinto senhor passou tranquilamente de mãos dadas com uma das meninas, que por sua vez dava a mão à outra. Em suma, nada aconteceu.

Pois bem. Há tempos eu não viajava para uma cidade litorânea. Havia me esquecido de que essa é uma prática frequente no litoral brasileiro. Praia e turismo sexual dão uma combinação iníqua. Geralmente são meninas pobres as vítimas dos turistas endinheirados. Pobres e cada vez mais novas, na faixa dos 12 aos 14 anos. Esse é mais um capítulo cruel das relações entre as classes, no Brasil. Aqui os pobres, de ambos os sexos, servem também para o prazer do banquete dos ricos.

Mas não pensem que essa iniquidade é exclusividade das cidades nordestinas. Não, isso ocorre também no sul maravilha, assim como nas cidades da região norte.


Fica aí o flagrante dessa prática deplorável, que precisa de combate sem trégua.

domingo, 4 de abril de 2010

Feriadão

O feriadão em família está sendo ótimo. João Pessoa é uma cidade muito agradável. O clima está cooperando: sol, chuva para dar um refresco, mais sol, mais chuva rápida. Fizemos dois passeios muito bons: o primeiro pelas praias do litoral norte, com desfecho no entardecer ao som do Bolero de Ravel, em Cabedelo; o segundo pelas praias do litoral sul, todas lindas.

As menininhas estão curtindo muito. A mãe e a tia das menininhas também. Eu estou feliz porque, além de estar curtindo as praias, estou adorando a convivência com toda a família em tempo integral. Isso só foi possível com a vinda da Natália, em férias. Bom demais!

Este post é só para dar alguma notícia para meus 24 seguidores e virtuais leitores. Quando voltar, falarei de duas peculiaridades que observei aqui, uma boa e outra ruim. Aguardem.

Até mais!