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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Qual é a lógica, Agnelo?

Acompanho a formação do secretariado do futuro governador de Brasília, Agnelo Queiroz, com algum interesse e, também, alguma decepção. Penso que em toda indicação deve haver uma lógica, que sempre procuro entender, embora nem sempre concorde com ela.

Assim, entendo a indicação de nomes do PMDB para certos cargos. Em Brasília, todo mundo sabe quem é honesto e quem não é, no trato com a coisa pública. É possível até prever que nomes se envolverão em escândalos de denúncias, no caso dos peemedebistas escolhidos para compor o secretariado.

Como o leque das alianças foi muito amplo - desnecessariamente, a meu ver, porque era previsível que Roriz ficaria inelegível sem tempo suficiente para construir um substituto -, o futuro governador agora trata de contemplar todos os partidos que o apoiaram na campanha. Nada mais justo, desde que todos os integrantes sejam avaliados no primeiro ano de mandato e, caso não estejam à altura dos cargos que ocupam, sejam devidamente defenestrados deles.

Como vemos, leitores e leitoras, toda indicação tem sua lógica. Menos uma, a meu ver: a indicação de um integrante do PPS para o secretariado. Por mais que pense e reflita sobre isso, não consigo atinar com a lógica por trás da iniciativa. Que diabos!

O PPS é um partido que fez parte dos piores governos da história recente do DF. Basta lembrar que Augustus Contasabertas era um dos secretários do cassado Arruda. E que sobre ele pesam acusações de complicada defesa, no âmbito da Operação Caixa de Pandora. No hiato de sua saída do ex-governo Arruda e a nova eleição, os políticos do PPS ficaram sem pai nem mãe. Cães lazarentos que ninguém queria por perto. E não é que correram a se oferecer para compor a coligação que elegeria Agnelo Queiroz?...

Minha surpresa foi eles terem sido aceitos na coligação. Não eram necessários, não traziam contribuição alguma à campanha. Pelo contrário, a presença deles comprometia ainda mais a já fragilizada força ética da coligação. De fato, nem campanha fizeram. Cansei de ver carros de militantes do PPS portando adesivos que pediam votos para Agnelo e... Serra! O partido era de oposição ao governo federal, mas teve candidatos na coligação das forças políticas que combatia. Impressionante! Alguém me explica essa lógica?

Agora me surpreendo com a indicação de um deles para secretário. O outro, felizmente, não se elegeu, mas eu não me surpreenderei se voltar ao trato com a coisa pública pelas mãos do futuro secretário. E eu gostaria de alertar Agnelo para a bobagem que está fazendo: colocar esse pessoal no seu governo é trazer a oposição golpista para dentro da máquina pública, deixando-a à vontade para todo tipo de sabotagem, para dizer o mínimo.

Provavelmente Agnelo Queiroz não é leitor deste blog. Minha esperança é que alguém faça chegar a ele estas reflexões, de modo a saber que, para além das costuras políticas que o ocupam neste momento, há pessoas que esperam muito de seu governo, principalmente pela promessa ética que sua eleição descortina para o Distrito Federal.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Vai um drops aí?


Perdoem-me os pacientes leitores, mas há períodos em que a gente fica sem tempo para esta prazerosa atividade, porque outros afazeres nos chamam e prendem a atenção. Daí as lacunas entre as postagens, não sem o firme propósito de um dia vir a regularizar esta produção. Quanto mais tempo passa, mais assuntos se acumulam e não resisto a falar pelo menos um pouquinho de cada um. Então, hoje é dia de drops!

* * *

Finalmente pegaram o Gim Argello, confortavelmente instalado na relatoria da comissão de orçamento da Câmara dos Deputados, aprontando a maior lambança com os recursos públicos, de conluio com empresas de fachada, alaranjadas. Demorou, caros leitores! Se as investigações não pararem, serão descobertas coisas do arco da velha: quem viver, verá. Aliás, há outros políticos de Brasília, que também estão confortavelmente na ativa, tranquilamente reeleitos, que merecem uma investigaçãozinha básica. Quem sabe a nossa tão combativa imprensa, sempre vigilante no que é acessório mas relapsa no que é essencial, resolva fazer um pouquinho mais de jornalismo investigativo...

* * *

Por falar em políticos de Brasília, vocês precisam ver - e aqueles que já viram hão de concordar comigo - o quanto esta cidade está abandonada. O mato está mais crescido do que nas áreas de proteção ambiental! Na minha quadra, ontem, tive que ficar de olho para a Laurinha não se afastar de mim durante o passeio, com receio de que ela se perdesse no matagal que viceja sob minhas janelas... Controle de pragas? Não, não há! Varrição de rua e coleta de lixo? Tsc, tsc! Desentupimento das bocas-de-lobo para escoar a água da chuva? Também não! Buracos no asfalto, que se agravam nesta época do ano? Cheiiiinho! Enquanto isso, o governador-tampão Rogério Rosso apressa o envio de projetos, no mínimo, suspeitos para a Câmara Legislativa. Recentemente foi revogado o decreto que obrigava às eleições diretas nas escolas públicas, porque estava na cara que era um jeitinho de acomodar as bases rorizistas nos cargos de diretores, na maior cara-dura! Eita ano que não termina! (Perdoe-me o Zuenir Ventura, mas o ano que não terminou não foi apenas 1968, para o bem e para o mal...)
* * *
Isso sem falar na proliferação das cracolândias. A população está abandonada, sem política de saúde pública, de moradia, de transporte, de educação. A escalada das drogas é visível, também nas ruas do Plano Piloto, não é mais exclusividade da periferia. Abandono é a palavra para definir Brasília hoje.
* * *
Fico sempre desolada quando alguma escola pública obriga os alunos a participarem daquelas festinhas pseudo-educacionais, mas sempre de cunho religioso. Educação laica. Qualquer dia destes vou escrever sobre esse assunto. Hoje eu soube que um conhecido, temeroso de colocar seu filho em uma escola pública que não respeite a sua não-crença, estará acionando o MP para tentar garantir que não haja abordagem da religião nas escolas. Esta semana vou entrar em contato com ele para oferecer meu apoio nessa solicitação. A polêmica promete ser boa, com aqueles pais que preferem terceirizar o ensino religioso e pensam que a escola é que tem obrigação de fazer isso. É ou não é uma interferência indevida das atividades privadas sobre o espaço público?...
* * *
Lidar com perdas é a coisa mais difícil, né não? Perder a hora, um brinco, uma roupa que não fecha mais, um sapato que quebra o salto, a comida esquecida no fundo da geladeira, a flor que secou porque me esqueci de regar, o dinheiro que caiu do bolso por descuido, o telefone celular esquecido no balcão da farmácia, tudo isso tem conserto, tem remédio, tem jeito, tem superação rápida da frustração. O que não dá é para lidar com a perda de pessoas, seus afetos, seus trejeitos, suas risadas, seus humores, suas brigas, suas mágoas, seus amores. Ai, como dói!
* * *
"Tá relampiando, cadê nenen?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém..."
(Lenine)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Brasília: a quadrilha continua

Resolvi mudar o design do blog. Persigo o leiaute mais limpo, menos pesado para o leitor. Mesmo usando cores escuras. Nada é para sempre, sem mais nem menos posso mudar tudo de novo...

Tenho no vidro traseiro do carro um adesivo com os dizeres: "Fora Arruda, P.O. e quadrilha". Hoje alguém me perguntou por que não o removo, já que Arruda e Paulo Octávio estão fora do governo do DF. "O problema é que a quadrilha permanece", disse eu. Por isso, o adesivo fica.

Os brasilienses já começam a circular de carro portando adesivos de seus candidatos preferidos. Como sou observadora, não posso deixar de ler vários deles. Circulam por aí os nomes de quase todos os envolvidos nas investigações da Operação Caixa de Pandora, que não foram sequer investigados pela Câmara Legislativa do DF: Benedito Domingos, Roney Nemer, Cristiano Araújo e Benício Tavares. Esses são os nomes que já vi. Por enquanto ainda não vi ninguém com coragem de ostentar os nomes de Eurides Brito, Júnior Brunelli e Leonardo Prudente, mas consta que este último será candidato.

Vi também circulando o nome - pasmem! - de Agaciel Maia, aquele que frequentou os noticiários ano passado, por conta de todo tipo de irregularidade cometida pela diretoria do Senado Federal, lembram? (Por falar nisso, a mesa diretora do Senado continua aprontando: nesta semana quase emplacou, por debaixo dos panos, reajuste olímpico e ilegal de salários para seus servidores.) Pois é. Mais um para engrossar as fileiras daquilo que o mestre Mino Carta denominou "vanguarda do atraso" na tradicional política de Brasília.

O fato de esses nomes estarem visíveis pela cidade, faltando ainda tempo para o início legal das campanhas eleitorais, é para mim um sinal e um sintoma. Sinal de que a quadrilha continua em ação, tratando de garantir a eleição para adquirir imunidade, foro privilegiado etc. Sintoma da indigência política do eleitor do DF, capaz de consagrar Roriz nas urnas e, junto com ele, todo o bando.

Também nesta semana houve, por parte do MP, reiteração do pedido de intervenção federal no DF. É pena que parece já haver um acordo entre as forças políticas para que isso não aconteça. Pela primeira vez, desde a nomeação de Roriz como governador biônico por Sarney, tem-se a oportunidade histórica de desmantelar a quadrilha que se instalou e vem agindo até hoje. É muito mais que uma dúzia de políticos do Executivo e do Legislativo; há gente em todas as esferas e instâncias do poder. Aqui costumamos dizer que a polícia não faz greve, apenas ameaça investigar alguns para conseguir aumento de salários.

Brasília é um caso crônico de podridão política. Intervenção federal aqui teria que ser ampla e profunda, suspendendo as eleições deste ano e abrindo espaço para grandes investigações, que passassem o pente fino em todos os poderes e, efetivamente, levassem à prisão os delinquentes que tanto prejuízo causam aos cofres do DF.

Pense em quanto esta cidade poderia ser melhor, se não fosse dominada por meliantes e se todos os recursos que lhe repassa o governo federal fossem de fato utilizados para humanizá-la e melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Se, por exemplo, os recursos do SUS fossem usados para melhorar o atendimento dos hospitais públicos, em vez de ficarem aplicados em algum banco, como foi constatado pela auditoria do Ministério da Saúde.

Brasília em aquarela - foto de Augusto Areal

Pois então. Enquanto outros motoristas circulam com os nomes de seus candidatos a esse ou aquele cargo, eu continuo circulando com meu adesivo vermelho, insistindo no apelo para que nos livremos do nosso cancro político.

INTERVENÇÃO FEDERAL RÁPIDA, AMPLA E PROFUNDA!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Intervenção já!!!

Ocorreu hoje a sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal que indicou o governador-tampão para substituir o governador cassado José Roberto Arruda.

Aqui em Brasília correu a conversa de que o governador em exercício, Wilson Lima, havia feito acordo com os parlamentares da base de sustentação de Roriz e Arruda para permanecer no cargo, pelo qual se comprometeu a não investigar e também não demitir servidores do Executivo ligados a esses políticos. Tudo isso com o discretíssimo apoio do ex-vice governador Paulo Octávio.

Mas parece que toda essa movimentação foi apenas para impedir que se percebesse a verdadeira articulação: aquela que daria a vitória a Rogério Rosso e à vice Ivelise Longhi, rorizistas de carteirinha e conhecidos da população de Brasília há longo tempo. Os dois, o eleito e sua vice, atuaram com Roriz e com Arruda.

Agora vejam os deputados distritais que votaram na dupla: Aguinaldo de Jesus, Alírio Neto, Ailton Gomes, Batista das Cooperativas, Benedito Domingos, Benício Tavares, Cristiano Araújo, Dr. Charles, Eurides Brito, Geraldo Naves, Pedro do Ovo, Rogério Ulysses e Roney Nemer. Entre eles, gente envolvida no esquemão que derrubou Arruda; pelo menos um deles estava preso até há poucos dias e hoje estava no plenário votando. Dá para aceitar tamanha desfaçatez?!


A esta hora, imagino Arruda e Roriz fazendo brindes para comemorar a vitória...

Não é aceitável qualquer eleição indireta. A gente pensava que esse instrumento antidemocrático, de triste memória da época da ditadura empresarial-militar, estivesse extinto. Mas não... ele persiste em Brasília.

O que lamento é o fato de os partidos de oposição a Arruda/Roriz terem aceitado participar desse processo, indicando seus candidatos a governador do DF. Legitimaram um procedimento espúrio, quando deveriam ter se negado a isso, denunciando as articulações desses políticos barra pesada.

Para vocês terem uma idéia do tamanho das fortunas que essa turma do Arruda/Roriz trata de proteger, vejam a matéria "Lobisomens de Brasília", que saiu no último número da revista RollingStone. (Valeu, Ícaro!) Ela nos conta de um empreendimento imobiliário caro - e bota caro nisso! - a Paulo Octávio.

Foto: Índio San - RollingStone

São tão rentáveis os negócios escusos desses políticos, que Dona Eurides Brito, adventista do sétimo dia, transgrediu a lei de sua igreja e se fez presente no plenário da CLDF, votando no candidato vencedor!

Wilson Lima, Roriz, Arruda, Paulo Octávio e demais bandidos da quadrilha: tudo farinha do mesmo saco! Que agora conta também com Rogério Rosso e Ivelise Longhi.


É isso que queremos para Brasília? Mais um (des)governo Roriz?

INTERVENÇÃO FEDERAL JÁ!!!!


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Brasília e a indigência política

Os dias estão sendo bons em Araxá. Não faz calor e o frio começa a chegar. A casa de meus pais se encheu de movimento, barulho e riso.

Leio as notícias de Brasília e não me surpreendo com o curso dos acontecimentos após a soltura do governador cassado José Roberto Arruda.

Por que não me surpreendo? Porque qualquer cidadão com alguns anos de observação da política de Brasília sabe que essa turma, instalada no poder desde o início da Era Roriz, não larga facilmente o osso. E acredita na impunidade acima de todas as coisas.

A Câmara Legislativa, flagrada na criminalidade e na falta de vontade no combate à corrupção, correu a se organizar para garantir a eleição indireta do novo governador. Agora, às vésperas de indicar o novo governador, tenta mudar as regras, com o jogo em movimento! Isso porque os aliados de Roriz, Arruda, PO e demais criminosos perceberam que, ao permitirem a inscrição de diversos representantes dos partidos que apóiam essa corja, correm o risco de perderem as eleições para a oposição, pela fragmentação dos votos de sua base. Agora já falam em unificar chapas, ao arrepio da lei que a própria CLDF elaborou e aprovou...

É por essas e outras que defendo a intervenção federal. Tenho certeza de que as articulações continuam sendo feitas para garantir a permanência desse grupo no poder. Mudam os nomes e caras, mas o grupo de criminosos a manipular a máquina estatal continua o mesmo. Apenas com intervenção federal total e com a "limpeza" das polícias locais Brasília conseguirá se livrar desses políticos que vem, em todos estes anos, estimulando a indigência política de sua população, para se perpetuar no poder. E não basta cassar os mandatos desse pessoal: é preciso também bloquear contas bancárias e patrimônio físico. Só assim o produto dos roubos poderá voltar aos cofres públicos.

É necessária a intervenção federal, acompanhada de uma "operação mãos limpas" em todos os poderes - executivo, judiciário e legislativo - e também nos órgãos policiais. Será descoberta uma rede enorme de conexões, que ligam integrantes desses poderes e das polícias, um emaranhado complexíssimo de relações de proteção mútua que garante a impunidade de uns e outros. Mas é preciso ir fundo nas investigações e retroceder no tempo, para neutralizar o capo dos capos, antes que ele volte triunfante à cena política do DF.

Antes de abordar o próximo assunto deste blog - a prisão do assassino dos adolescentes em Luziânia -, lembro a todos que essa é a cidade com o maior número de assassinatos no Brasil, proporcionalmente à população. E é também o local onde se originou um certo tipo de político que Brasília conhece tão bem.

Até mais!

segunda-feira, 1 de março de 2010

De terremoto e corrupção

Atualizando as informações da última postagem: passam de 700 os mortos no terremoto do Chile. A origem dos tremores foi localizada a uma profundidade de 54 km e não em torno de 30 km, como havia sido informado nas primeiras horas depois da catástrofe.

Hoje na Falha, ops! Folha de S. Paulo, Clóvis Rossi faz análise semelhante à minha, ressaltando a ausência do poder público no Haiti após a tragédia. Aliás, esse poder público já era praticamente ausente de fato, antes do grande abalo sísmico, e por isso o país se configura mais como um aglomerado de gente do que como uma nação. Daí o título da matéria: "Um país resiste melhor do que um aglomerado".

Analisando essas últimas informações, é possível supor que as consequências do terremoto no Chile só não atingiram as mesmas proporções do Haiti por causa da profundidade das placas tectônicas em movimentação. E também por causa da legislação da construção civil, que resulta em construções mais resistentes aos abalos sísmicos.

É como diz o Clóvis Rossi: "É cruel, mas é um fato: em qualquer desastre natural, os mais pobres são sempre as maiores vítimas. E não há, nas Américas, maior número de pobres, em relação à população, do que no Haiti."

* * *

Hoje, ao ler notícia da mesma Falha, ops!, Folha de S. Paulo sobre o detento governador licenciado Arruda - que disparou ameaças a seus ex-correligionários, usando como moleque de recados o secretário Alberto Fraga -, constatei que o jornal anda promovendo a mudança de classe gramatical da palavra "supostamente".

Na verdade, a matéria é sobre a intenção do deputado Fraga de se candidatar a governador do DF nas próximas eleições. Deus nos acuda! Ele liderou a campanha do "Não" quando houve o referendo nacional, em 2005, sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições. É um dos membros da chamada "bancada da bala" no Congresso Nacional, grupo de parlamentares que defende os interesses dos fabricantes de armas e munições, cujas campanhas foram financiadas por esse segmento industrial. Se chegar a governador, sua perspectiva de governo será, sem dúvida, pelo prisma da segurança pública, no que esse tema suscita de mais reacionário. E o deputado ainda coloca seu palanque à disposição de José Serra, provável (?) candidato do PSDB à presidência da república.

Mas, voltando ao uso das palavras "suposto/a" e "supostamente", é interessante notar como a mídia se acautela ao noticiar a corrupção de seus aliados. Na matéria citada, aparece o seguinte trecho, sobre o deputado distrital Júnior Brunelli:
"Ele aparece num dos vídeos de Durval recebendo
supostamente propina."

Sobre outro corrupto, Geraldo Naves, preso na Papuda:
" Naves está preso, acusado de ser um dos intermediários da
suposta tentativa de suborno a uma das testemunhas do escândalo."

Sobre a deputada Eurides Brito:
"... a Câmara Legislativa deverá se concentrar nos processos contra a deputada Eurides Brito (PMDB), flagrada recebendo
supostamente propina de Durval, e no de Arruda."

E o Correio Braziliense, então? Vejam só:
"As gravações entregues por Durval ao Ministério Público revelaram ainda personagens que só atuavam nos bastidores, como o policial aposentado Marcelo Toledo e o empresário Renato Malcotti, apontados como operadores dos
supostos esquemas de corrupção do Executivo."

"Enrolado em denúncias de corrupção, pagamento de propina, desvios de recursos,
suposto suborno e falsidade ideológica, o governador — que nas últimas eleições venceu no primeiro turno — não será aceito em nenhum palanque de candidatos. Neste momento, está liquidado politicamente."

Usando as palavras com toda essa cautela, a mídia parece acreditar que um dia a situação em que se encontra Arruda pode ser revertida, ele poderá voltar triunfante ao poder e poderá ser exaltado como exemplo de administrador público!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Das artes e das artimanhas

Fui ver a exposição sobre Clarice Lispector no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. Além de emocionar pela captação da contraditória relação da escritora com as palavras, a exposição dá acesso a originais de cartas trocadas entre Clarice e vários escritores e intelectuais brasileiros. Há um enorme gaveteiro em uma das salas da exposição e, dentro das gavetas que a gente vai abrindo, há essas cartas - íntimas umas, formais outras -, rascunhos angustiados, fotografias, bilhetes familiares, junto com exemplares das primeiras edições de seus livros. Tudo isso vai descortinando o complexo painel da vida dessa que é a maior escritora brasileira. Por fim, há uma sala de projeção, onde se pode assistir ao vídeo da entrevista concedida por Clarice a Júlio Lerner, em 1977, poucos meses antes de sua morte.


Nessa entrevista, em que aborda os mais variados assuntos, Clarice nos conta, intrigada, de quando foi procurada por um professor de literatura, que lhe confessou que lia e relia
A paixão segundo GH mas não conseguia entender o livro para poder trabalhá-lo com seus alunos. Em contrapartida, conheceu uma menina de 17 anos que lhe declarou ter A paixão... como livro de cabeceira, que, a cada leitura, lhe revelava novos sentidos para a vida. Mas a escritora evita extrair dessa observação qualquer conclusão apressada, como que deixando a resolução de um enigma a cargo do expectador.

Essa mostra fica no CCBB até o dia 14 de março. A entrada é franca. Se você não viu, ainda há tempo.

* * *

E o CCBB inaugura, ainda em março, a mostra de grafites dos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, conhecidos como
Os gêmeos. Pela amostra, será muito interessante, aguardemos:



* * *
Artimanhas

Leio hoje nos jornais que o agressivo advogado do governador licenciado - e ainda preso - José Roberto Arruda está negociando com a Justiça a sua libertação, em troca de permanecer afastado do governo do DF até que se concluam as investigações da Operação Caixa de Pandora.

Esse escândalo da corrupção no DF está desnudando aspectos inéditos da relação entre criminosos e Justiça... Desde quando esse tipo de negociação é possível? Alguém acredita que, livre em Brasília, ainda que afastado do governo, Arruda cessará suas ações para obstruir as investigações?

Os jornais dão notícia de que houve "racha" entre os advogados do governador. Afastaram-se os "eminentes" juristas de Brasília - quatro ao todo - para dar lugar exclusivo ao escritório do carioca Nélio Machado, notório por atuar em defesa de Daniel Dantas, entre outros criminosos endinheirados menos conhecidos.

Por seu lado, Paulo Octávio, que nesta semana se desfiliou do DEM e renunciou ao cargo de governador substituto, agora está sem pai nem mãe, perdeu a imunidade parlamentar. Mas como diz a sabedoria popular, "rico não vai para a cadeia." Aguardemos para saber como será a defesa de um dos homens mais ricos do DF, dono de uma fortuna amealhada sempre à sombra do poder público, que o beneficiou de todas as formas ilegais imagináveis e por imaginar.

Enquanto isso, a Câmara Legislativa tenta mostrar trabalho, aceitando os pedidos de impeachment do governador licenciado e abrindo processo interno contra três dos oito deputados distritais implicados no esquema, apenas os que foram flagrados pelas câmeras de Durval Barbosa. A CLDF tenta evitar a intervenção federal, que agora é tida como certa. Meio tarde, não? A essa altura, a população de Brasília já sabe que não pode confiar nessas vestais da (i)moralidade pública.

Enquanto isso, o novo governador Wilson Lima vê os fatos desabonadores de seu passado político serem trazidos à tona. E que passado cabeludo, hem, gente? Claro que o jornalismo investigativo sobre ele não está sendo feito pelo Correio Braziliense, que, de tão comprometido, venda os olhos enquanto sua reputação rola esgoto abaixo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cai mais um

O governador do DF em exercício, Paulo Octávio, acaba de anunciar sua renúncia ao cargo, conforme previ aqui em post anterior. Absolutamente previsível, depois que se avolumaram as denúncias contra Arruda e seu vice, com a investigação do esquema de propina para a concessão de lotes do programa de industrialização do DF, o Pró-DF - gerenciado pela secretaria de responsabilidade de Paulo Octávio.

"Gerenciado" é eufemismo para o tipo de gestão que se instalou aqui durante a administração do DEM. Corre nas rodas de conversas que existe até tabela de preços, diferenciados para cada tipo de lote, conforme a localização. Não se trata do preço do lote, não... Trata-se do preço da propina a ser paga pela concessão!

É bom lembrar que, se for mesmo puxado o fio das concessões de lotes do Pró-DF, muita "gente boa" vai ser obrigada a se colocar "de costas para a parede". Já ouviram falar de um certo IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público? Pois é, encontra-se em área nobre de Brasília. Sabe quem são os donos? Já viu quem são os professores que dão cursos nessa instituição? Sabia que o lote para sua construção foi concedido pelo Pró-DF? Pois é...

Os que defendem a intervenção federal no governo do GDF o fazem porque sabem que a corrupção quadrilheira está tão, mas tão enraizada em todas as instâncias e instituições, que não há como acreditar na superação do colapso institucional, por obra e graça da Câmara Legislativa, das polícias e dos políticos locais. Impossível.

Agora, pela Lei Orgânica do DF, o cargo vago tem de ser ocupado pelo presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Você o conhece? Quando conhecê-lo, não se espante. É o típico subproduto da cultura política local, patrocinada pela "vanguarda do atraso".

Aguardemos, pois.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

De costas para a parede...

Tem dias em que há tanto assunto que fica difícil escolher sobre o que falar aqui.

Primeiro, o carnaval de Brasília foi ótimo. Nem vi a folia, mas passei os cinco dias de feriado em estado de graça, vendo nos noticiários: "Hoje o governador - licenciado - José Roberto Arruda recebeu apenas a visita da mulher dele, Flávia Arruda, que foi à PF levar seu almoço". O homem está lá, quem diria, preso! Nunca antes na história deste país... eu tinha visto um notório criminoso rico ser preso e - mais importante - permanecer preso, sem os famosos
habeas corpus do presidente do STF para limpar a barra.

E nem foi preciso esperar que terminasse a semana para sacar que o vice-governador, Paulo Octávio - aquele da Operação Uruguai, junto com Luiz Estêvão, na época do impeachment do Collor, lembram? - não aguenta uma semana no cargo. Também ele está "de costas para a parede" tentando se defender das sérias denúncias de envolvimento nos crimes da Caixa de Pandora.

Por falar em "de costas para a parede", há muitos aqui em Brasília nessa posição defensiva. Por onde anda o "ético" Augusto Carvalho, secretário de saúde? Sumiu... E o Prudente, prudentemente escondido, cadê? Por onde anda o recém-casado Luiz Valente, ex-secretário de educação? Sumiu também... (Veja aqui um video do caro casamento e curta o modelito da distintíssima noiva).



Se você for à Câmara Legislativa do DF - aquela que se fingiu de égua e agora, com a ameaça de intervenção federal, tenta instalar uma comissão para acolher os pedidos de impeachment - vai encontrar 80% dos deputados encostados na parede. Uns, para não cair de preguiça, outros para não serem cassados.

Aqui em Brasília as conversas correm. Soubemos que a digna Eurides Brito estava em depressão, por ter virado marchinha do Pacotão. Deve ter doído muito ver os foliões carregando bolsas transbordantes de dinheiro... O Arruda está também deprimido, porque tinha certeza de que não ficaria mais de um dia preso. Corre à boca pequena que cantarolava sem parar aquela música do Chico Buarque: "Pra mim, basta um dia... Não mais que um dia... Um meio dia..." De repente, ficou mudo.

Dizem coisas também sobre o jornalista Sombra, tratado pela mídia como o algoz de Arruda, o homem que botou mais lenha na já crepitante fogueira da PF. Bem, dizem que é rorizista de carteirinha. Parou de agir na sombra para que
il capo possa ficar quietinho, curtindo o prazer de ver a derrocada do arrogante careca.

Às vezes tenho a sensação de que tudo isso a que assistimos na capital do Brasil é apenas mais uma briga de gangues. Disputa de território? Não, disputa pré-eleitoral para garantir a apropriação da coisa pública nas eleições deste ano. É uma gangue cujos membros não confiam nem uns nos outros, vários são os episódios de esfaqueamento pelas costas entre eles - lembram-se de quando Roriz teve que renunciar ao Senado? Pois então...

Mas desta vez há novos e inesperados atores no espetáculo da degradação política patrocinada por essa "vanguarda do atraso": a PF, o Ministério Público e a OAB. Emergem como forças novas e diferentes, quebrando, pela primeira vez em muitos anos, a hegemonia dos gângsteres.

Aguardemos a promissora próxima semana...

* * *

Em tempo - Hoje foi dia de soltar mais um foguete daquela caixa que fica guardada em um vão qualquer: passou para o andar de baixo o general Ivan de Souza Mendes, último chefe do famigerado Serviço Nacional de Informação - o temível SNI dos tempos da ditadura empresarial-militar.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Novo capítulo da corrupção

É desalentador, mas não surpreendente, o desenrolar da crise política do Distrito Federal.

As últimas notícias dão conta de que a base aliada do governador Arruda se articula para garantir maioria nas comissões da Câmara Legislativa do DF. A renúncia do presidente (im)Prudente foi mais uma manobra para impedir que a presidência fosse assumida pelo vice, que é de oposição ao governo. O DEM emplacou Geraldo Naves na CPI da Codeplan, crucial para investigar as atividades da quadrilha instalada no governo. O distrital cotado para assumir a presidência já deu entrevista à TV dizendo que fará tudo sem pressa, estritamente dentro dos prazos regimentais - leia-se: devagarinho, para não dar tempo de apurar e punir culpados. Enquanto isso, apoiadores de Arruda aglomeravam-se em frente ao prédio da CLDF, levados por ônibus não identificados.

(Já pararam para pensar por que os vereadores daqui se autodenominam pomposamente de "deputados distritais"? De verdade, mesmo, são só vereadores; basta ver as leis que aprovam!)

São as máfias agindo. O objetivo é garantir mais impunidade. Aguardemos o término desta semana para ver como fica o quadro.

Desalentador, mas não surpreendente, eu disse. Quem conhece a cultura predominante em Brasília não se surpreende com o desenrolar dos fatos. Nesta cidade, a lei vale apenas para os que não são amigos do rei, desde sempre. Antigamente, era comum ouvir, em uma situação corriqueira: "Você sabe com quem está falando?" Eu já tive que ouvir até: "Você sabe com a filha de quem você está falando?"

Em Brasília, todos os postos de gasolina praticam os mesmos preços. E não há ministério público que consiga provar existência de cartel. Há muitos "puxadinhos" e quiosques para invasão de área pública, tanto nos bairros nobres quanto nas cidades-satélites, mas não aparece uma fiscalização que notifique os invasores. Há áreas privatizadas por cercas às margens do lago Paranoá, desde sempre. Figurões dos três poderes locais, e mais outros tantos servidores anônimos que se locupletam em esquemas nos poderes da esfera federal, apropriam-se despudoradamente dos espaços públicos. (Onde anda Agaciel Maia?... Sumiu dos jornais.)

É a cidade das carteiradas, das "autoridades".

Não digo que não haja em Brasília cidadãos honestos, porque os há, em grande número. Mas muitos desses cidadãos honestos tem lá seu receio de se meter em briga de cachorro grande, de exigir a apuração e o fim da roubalheira. Talvez morem em condomínios irregulares e aguardem a regularização, pensando que para isso dependem dos políticos locais; talvez sejam trabalhadores terceirizados e temam por seus empregos; talvez sejam de grupos religiosos e pensem que tem de proteger os de sua religião, mesmo que eles façam a famigerada "oração da propina", para que sejam também protegidos em caso de necessidade.

Esse lado, como vocês veem, não é exclusividade de Brasília. Em muitas outras cidades os cidadãos honestos são premidos pelas necessidades a apoiarem um ou outro grupo político ou religioso (os dois, para mim, são a mesma coisa). É a luta pela sobrevivência, em alguns casos. Mas em outros é puro oportunismo mesmo.

Em Brasília, como no resto do Brasil, há uma imprensa que só noticia o que lhe desagrada se os fatos saltarem descaradamente sobre a realidade. Eu já disse aqui que o
Correio Braziliense transformou Arruda e Paulo Octávio, os cabeças do velho esquema, junto com Roriz, em ectoplasmas, cujos nomes só aparecem nas matérias para realçar qualidades como discrição, perseverança, capacidade de articulação... É o jornal operando a desconstrução do real e apostando no ilusionismo barato.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aqui também tem drops!

Neste janeiro, tenho dedicado um pouco do meu tempo a curtir as férias da Sofia. A gente vai ao cinema, às terças e quintas. Depois da sessão, lanche, sorvete e visita a alguma livraria. Ser avó me revigora, faz com que me sinta mais viva. Sofia e Laura me fazem rir, me intrigam, me questionam. E me dão muito amor, incondicionalmente, sem exigir nada em troca, a não ser carinho...

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Pensaram que chegaria hoje ao fim o massacre midiático do 3° PNDH, após a reunião de Lula com Jobim e Vanucchi?... Que nada! A mídia já achou outro artigo para ser o cristo da hora: trata-se de uma tímida tentativa de acompanhar como os meios de comunicação (des)respeitam os direitos humanos. Já virou atentado à liberdade de expressão, com a cara sorridente do Ives Gandra Martins dizendo que é uma medida ditatorial. Ai, que preguiça que dá, assistir aos telejornais da noite!...

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Tem dia que estou desanimada... Ontem, ao ouvir de minha filha seu desejo de que suas filhas "tenham o respaldo do estado para serem livres com responsabilidade" (indignada com o bombardeio do 3° PNDH), quase respondi: "- Ih!!! vai ter que se mudar!" Só não falei nada porque não quero que vão para longe, mas que está difícil ser cidadão aqui, ah, isso tá!...

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Bem, eu desanimo, mas não esmoreço. Voltei a nadar: hoje cheguei à marca dos mil metros em 40 minutos.

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Este blog começou como um diário de viagem, com fotos e tudo mais. Depois se tornou o que é hoje e parece que começou a agradar, embora receba poucos comentários. Isso me intriga. Por que meus 19 seguidores mais um número indeterminado de leitores não se sentem à vontade para postar comentários? Será que o leiaute é pouco amigável? Será que concordam com tudo que escrevo? Ou pensam que não publicarei os comentários contrários? Será que devo mudar as configurações, o jeito de escrever, a linguagem que uso? São perguntas que não querem calar...

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E os arranjos dos deputados distritais com o rei Arruda, hem? Vocês viram? Todas, mas to-di-nhas mesmo, as comissões que vão apurar as denúncias contra o grande corrupto são controladas pelos coleguinhas de corrupção. Já viram coisa mais bizarra? E depois dizem que Brasília não dá folclore político!...

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Tristes demais as notícias do terremoto no Haiti, com milhares de mortos, brasileiros entre eles. E a tão querida Zilda Arns! É o que digo: morrer gente boníssima é fácil, já uns corruptos e ladrões que andam livres por aí, nem tsunami os pega!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Método de campanha eleitoral

Hoje, na manifestação contra a corrupção de Arruda e sua quadrilha no governo do Distrito Federal, havia muita gente.

Os estudantes estavam lá desde a madrugada. E também partidários de Arruda e dos distritais. Houve relatos de conflitos entre os dois grupos.

O carro de som do movimento "Fora Arruda" abrigava os oradores, representantes de diferentes movimentos sociais e tendências políticas do DF, que haviam começado a se pronunciar, quando chegaram muitos ônibus e caminhões carregados de gente. As pessoas desceram em bloco a rua lateral da Câmara e se postaram junto a outro caminhão de som, de um trio elétrico, que tinha também oradores gritando que os estudantes da UnB eram burguesinhos e que os verdadeiros estudantes de Brasília eram aqueles que estavam chegando para apoiar Arruda.

Abriram faixas dizendo "Arruda fica", gritavam palavras de ordem e partiram para a estratégia de fazer muito barulho, para impedir a manifestação. A Polícia Militar fez uma barreira, separando os dois grupos. Havia muita provocação e xingamentos do lado de lá e houve tentativas de romper o cordão de isolamento da PM.

Do lado de cá, continuaram a falar os oradores programados. Entre as falas, as pessoas gritavam "Arruda na Papuda, PO no xilindró" ou cantavam músicas dizendo que os bandidos iam passear algemados no camburão. Notei que havia também pessoas que não são ligadas a sindicatos e nem são estudantes. Estavam lá movidas pela indignação e queriam protestar.

Coloco aqui dois videos da manifestação:






Arruda está usando, para lidar com as manifestações contra ele e sua quadrilha, o mesmo método que aprendeu com Roriz, que é o de obrigar os servidores de cargos comissionados a irem para a rua. Algumas pessoas confidenciaram hoje que era isso: ou iriam para lá ou teriam corte de ponto e poderiam perder os cargos em comissão.

Roriz fazia isso em suas campanhas eleitorais, Arruda também fez, quando apoiado pelo pessoal de Roriz, e continua fazendo. Com mais de 18 mil cargos comissionados, o governo do DF tem muita gente para por na rua, não? E esses servidores vão, alguns por apoiarem com fé o governo e serem também cabos eleitorais, outros por intimidação.

É isso. Vamos continuar acompanhando as manifestações e as estratégias dos corruptos.